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EDUARDO SUED (Rio de Janeiro RJ 1925) “O artista confessa que ‘a escolha das cores é secreta. Elas afloram naturalmente’. Quando Sued termina uma obra, tudo está ‘certo’, tudo está ‘correto’. Mas por baixo da calmaria aparente, a tensão criada pela combinação das cores, pela simetria fora do eixo, pela linha que interrompe, que dinamiza, que se ecoa, nos obriga a questionar, a refletir e a indagar o quadro que aparece dentro do quadro num refinado exercício de percepção. Muitas vezes parece como se a cor, na sua expansão, fosse extravasar os limites da tela, e é então que Sued cria rigorosa estrutura que a contém nos lados, no alto e na base. Coloca uma linha que compõe mas também tensiona, dinamiza (linha e cor de uma precisão quase irritante, indiscutíveis). Às vezes coloca uma faixa com tom diferente, com ritmos e silêncios diversos ou de uma outra cor que retém a expansão da anterior, que a ‘engole’ quando esta cor for preta”. Irma Arestizábal ARESTIZÁBAL, Irma. A linha e a cor. In. PRECISÃO: Amilcar de Castro, Eduardo Sued, Waltercio Caldas. Rio de Janeiro: Centro Cultural Banco do Brasil, 1994. p. 11.



