Di Cavalcanti

Di Cavalcanti

DI CAVALCANTI (Rio de Janeiro RJ 1897-1976) Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo (1897-1976), mais conhecido como Di Cavalcanti, é amplamente lembrado por sua participação na Semana de 1922, evento essencial para o modernismo brasileiro. Segundo suas próprias palavras, ele seguiu a sugestão de Marinette Lebrun da Silva Prado para organizar uma “Semana” nos moldes das que aconteciam na cidade balneária de Deauville (La Manche). Além disso, Di Cavalcanti é conhecido por sua prolífica produção de imagens de mulatas, que ele via como símbolos da miscigenação de raças, um conceito central em seu ideário nacionalista sobre o Brasil. Desde seus primeiros retratos de Maria até suas obras mais maduras, como a célebre pintura Samba (1925), Di Cavalcanti demonstrou uma profunda conexão com as vanguardas artísticas europeias, como o cubismo, o “retorno à ordem” e outras tendências de seu tempo. Seu contato com artistas como Picasso, Braque, Matisse, Léger, Sironi e De Chirico resultou em uma releitura pessoal de tais influências, que adquiriram uma abordagem única, ao mesmo tempo lírica, nacionalista e tipicamente carioca. Além de retratar a figura humana em diversas variações, Di Cavalcanti também abordou cenas carnavalescas, bordéis, paisagens e naturezas-mortas. Contudo, ele não tinha o objetivo de retratar a “realidade” de forma literal, mas de interpretá-la por meio de códigos, signos e filtros que materializassem uma nova narrativa visual. Como ele mesmo afirmou: “Do carnaval tirei o amor à cor, ao ritmo e à sensualidade de um Brasil original.”

Obras de Di Cavalcanti

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